Ultrassom MASEI: como o Doppler avalia entesites e espondiloartrites
- Patrick Catricala

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Autor e revisor médico: Dr. Patrick Felipe Catricala — CRM-SP 133.006 | RQE 46.844Especialidade: Radiologia e Diagnóstico por ImagemÚltima atualização: 16 de julho de 2026
O MASEI — Madrid Sonographic Enthesis Index — é um sistema padronizado de avaliação ultrassonográfica das enteses, regiões onde tendões, ligamentos ou fáscias se inserem no osso. O protocolo examina bilateralmente seis grupos de inserções e registra alterações estruturais, como calcificações e erosões, além de possíveis sinais de atividade inflamatória, especialmente a vascularização identificada pelo Doppler.
O ultrassom MASEI é utilizado como exame complementar na investigação de entesite e de doenças do espectro das espondiloartrites, incluindo artrite psoriásica e espondilite anquilosante. Costuma ser solicitado por reumatologistas e, conforme o caso, por ortopedistas, fisiatras, médicos do esporte ou dermatologistas que acompanham pacientes com psoríase.
O resultado do MASEI não confirma nem exclui isoladamente uma doença reumatológica.
Definição rápida: o MASEI é um índice ultrassonográfico que organiza, de maneira bilateral e padronizada, os achados encontrados em seis grupos de enteses. A escala de cinza demonstra alterações morfológicas, enquanto o Doppler pesquisa vascularização na inserção, um possível sinal de atividade inflamatória quando interpretado na localização e no contexto adequados.
MASEI em poucas palavras
O que é: ultrassom padronizado das enteses com avaliação em escala de cinza e Doppler.
Regiões examinadas: inserções dos tendões do tríceps, quadríceps, patelar proximal e distal, Aquiles e fáscia plantar.
Como é realizado: todas as estruturas são avaliadas bilateralmente.
O que o Doppler pesquisa: fluxo sanguíneo de baixa velocidade na região da entese, que pode estar relacionado à atividade inflamatória.
Principais indicações: pesquisa de entesite em pacientes com suspeita de espondiloartrite, artrite psoriásica ou dor em múltiplas enteses.
Interpretação: o resultado deve ser correlacionado com sintomas, exame físico, exames laboratoriais e, quando necessário, outros métodos de imagem.
O que são enteses?
Enteses são regiões de transição e transferência de carga entre tecidos moles e o osso.
O termo inclui, em sentido anatômico, as inserções de tendões, ligamentos, cápsulas articulares e fáscias.
Alguns exemplos de enteses são:
inserção do tendão de Aquiles no calcâneo;
origem da fáscia plantar no calcanhar;
inserções do tendão patelar na patela e na tuberosidade da tíbia;
inserção do tendão do quadríceps na patela;
inserção do tendão do tríceps no olécrano, na região do cotovelo.
Como essas áreas recebem forças repetitivas de tração e compressão, podem apresentar alterações provocadas por inflamação, envelhecimento, atividade esportiva, sobrecarga ou degeneração.
Por esse motivo, um achado ultrassonográfico na entese precisa ser interpretado dentro do quadro clínico do paciente.

O que é entesite?
Entesite é a inflamação que envolve a entese.
Ela pode causar dor localizada, sensibilidade à pressão, rigidez e limitação funcional. Calcanhares, planta dos pés, joelhos e cotovelos estão entre as regiões que podem apresentar sintomas.
A entesite é uma manifestação relevante das espondiloartrites, grupo que inclui:
espondiloartrite axial;
espondiloartrite periférica;
espondilite anquilosante;
artrite psoriásica.
Entretanto, nem toda dor localizada sobre uma inserção representa uma inflamação reumatológica.
Tendinopatia, trauma, obesidade, atividade esportiva, sobrecarga mecânica e alterações degenerativas também podem produzir dor e modificações na imagem.
Além de sinais potencialmente ativos, o ultrassom pode demonstrar consequências estruturais, como entesófitos, calcificações e erosões. A presença desses achados não informa, isoladamente, quando a alteração surgiu ou qual foi sua causa.
O que é o protocolo MASEI?
MASEI significa Madrid Sonographic Enthesis Index.
O índice foi desenvolvido para sistematizar a avaliação ultrassonográfica das enteses em pacientes com espondiloartrite e permitir a comparação padronizada dos achados.
Na publicação original do MASEI, de de Miguel e colaboradores, seis grupos de enteses foram examinados bilateralmente. O escore avaliou:
espessura;
estrutura da entese;
calcificações;
erosões ósseas;
bursas associadas;
sinal ao power Doppler.
Alguns componentes recebem pesos diferentes no cálculo da pontuação.
O estudo original identificou um ponto de corte com bom desempenho naquela amostra. Entretanto, esse valor não deve ser tratado como um limite diagnóstico universal.
A amostra original era relativamente pequena, e pesquisas posteriores demonstraram que a pontuação pode sofrer influência de fatores como população estudada, idade, sexo, índice de massa corporal e nível de atividade física.
Uma revisão sistemática sobre o uso do MASEI considerou o método viável, confiável e válido para o estudo das enteses. A revisão também identificou diferenças entre as aplicações do índice e limitações na literatura científica.
Na prática, a pontuação ajuda a organizar e documentar os achados. Ela não substitui a avaliação clínica do reumatologista nem os critérios diagnósticos ou classificatórios aplicáveis a cada doença.
Quais enteses são avaliadas no MASEI?
O protocolo MASEI tradicional examina seis grupos de enteses, bilateralmente, totalizando 12 locais anatômicos.
As estruturas avaliadas são:
Tendão do tríceps na inserção no olécrano.
Tendão do quadríceps na inserção no polo superior da patela.
Tendão ou ligamento patelar proximal, no polo inferior da patela.
Tendão ou ligamento patelar distal, na tuberosidade anterior da tíbia.
Tendão de Aquiles na inserção no calcâneo.
Fáscia plantar na origem junto ao calcâneo.
Uma avaliação ultrassonográfica complementar pode incluir outras estruturas relacionadas aos sintomas do paciente.
Entretanto, essas estruturas adicionais devem ser descritas separadamente e não incorporadas indevidamente à pontuação padronizada do MASEI.
O que é analisado em cada entese?
O examinador combina alterações morfológicas demonstradas na escala de cinza com a pesquisa de vascularização pelo Doppler.
Nenhum componente isolado permite definir a causa de uma alteração.
Espessamento
O espessamento corresponde ao aumento da medida da inserção em relação aos parâmetros técnicos utilizados.
Pode estar relacionado a edema, inflamação ou sobrecarga crônica. Entretanto, a espessura varia conforme a estrutura examinada, o biotipo, a técnica e a população estudada.
Hipoecogenicidade
A hipoecogenicidade ocorre quando a entese aparece mais escura no ultrassom em razão de uma alteração na reflexão dos ecos.
Pode integrar um padrão inflamatório ou de tendinopatia. A posição inadequada do transdutor e um artefato denominado anisotropia também podem simular essa alteração.
Perda do padrão fibrilar
A perda do padrão fibrilar representa menor definição das fibras do tendão.
Pode ocorrer em tendinopatias, alterações estruturais ou processos inflamatórios. Não é um achado específico e deve ser correlacionado com os demais sinais.
Calcificações
As calcificações aparecem como focos brilhantes na região da entese, podendo ou não produzir sombra acústica.
Geralmente representam alterações estruturais crônicas ou respostas à sobrecarga. Também podem ser observadas em pessoas sem doença inflamatória.
Entesófitos
Entesófitos são projeções ósseas que se formam na região de inserção.
Podem representar remodelamento estrutural crônico. Sua frequência tende a aumentar com a idade e com a exposição contínua à carga mecânica.
Erosões ósseas
Erosões são descontinuidades focais da superfície cortical do osso, que devem ser confirmadas em diferentes planos ultrassonográficos.
Quando bem caracterizadas, podem reforçar a suspeita de dano associado a uma doença inflamatória. Irregularidades ósseas e artefatos, entretanto, podem dificultar a interpretação.
Bursite associada
O ultrassom pode identificar distensão ou alteração das bursas próximas às enteses, como a bursa retrocalcânea e a bursa infrapatelar profunda.
A bursite pode acompanhar uma inflamação local, mas também pode apresentar origem mecânica.
Vascularização ao Doppler
O Doppler demonstra fluxo sanguíneo na região da entese.
Quando localizado adequadamente, esse sinal pode estar relacionado à atividade inflamatória. Sua detecção depende da regulagem do equipamento, da temperatura, do posicionamento e da pressão exercida pelo transdutor.
Alterações estruturais crônicas
Calcificações, entesófitos, erosões e remodelamento podem representar dano acumulado ou adaptação estrutural.
Essas alterações não indicam necessariamente a presença de inflamação ativa no momento do exame.
As definições consensuais do grupo OMERACT para entesite ultrassonográfica incluem hipoecogenicidade, aumento da espessura, erosões, calcificações ou entesófitos e sinal ao Doppler na inserção.
O trabalho do OMERACT também mostrou que a confiabilidade varia entre os diferentes componentes e depende da padronização técnica.

Qual é a função do Doppler no protocolo MASEI?
O Doppler pesquisa vascularização de baixa velocidade próxima à inserção, um achado potencialmente relacionado à atividade inflamatória.
A importância do sinal depende não apenas de sua presença, mas também de sua localização anatômica.
Para detectar fluxos lentos, o equipamento precisa ser ajustado de maneira sensível, utilizando parâmetros adequados de:
frequência;
ganho;
filtro de parede;
escala de velocidade;
frequência de repetição de pulso.
A pressão excessiva do transdutor pode comprimir pequenos vasos e apagar o sinal Doppler.
A posição da articulação, a temperatura da região examinada e os artefatos de movimento também podem interferir no resultado.
Por isso, a ausência de Doppler não exclui entesite.
O paciente pode apresentar inflamação sem vascularização detectável naquele momento. Medicamentos em uso e limitações técnicas também podem reduzir a sensibilidade do exame.
Da mesma forma, um pequeno sinal vascular fora da topografia definida da entese não deve ser automaticamente classificado como inflamação.

Para quais doenças o ultrassom MASEI pode contribuir?
O ultrassom das enteses pode contribuir principalmente na avaliação complementar das espondiloartrites.
Entre os contextos clínicos estão:
espondiloartrite axial com sintomas periféricos;
espondiloartrite periférica;
artrite psoriásica;
espondilite anquilosante;
pesquisa de entesites inflamatórias;
documentação evolutiva em situações selecionadas.
O MASEI não confirma sozinho nenhuma dessas condições.
Exames de sangue, radiografias ou ressonância magnética podem ser necessários conforme os sintomas, o exame físico e a hipótese clínica.
Quem pode se beneficiar do ultrassom MASEI?
O exame pode ser útil quando existe suspeita clínica de comprometimento de múltiplas enteses ou necessidade de documentação padronizada.
Isso pode incluir pessoas com:
dor em múltiplas inserções;
dor persistente no tendão de Aquiles;
dor na região do calcanhar;
dor na planta dos pés;
psoríase associada a sintomas musculoesqueléticos;
suspeita de artrite psoriásica;
suspeita de espondiloartrite;
sintomas que não foram esclarecidos apenas pelo exame clínico;
solicitação médica específica para pesquisa de entesite.
O exame também pode ser solicitado quando o médico deseja comparar alterações estruturais e sinais potencialmente inflamatórios.
A indicação deve ser individualizada. Pessoas assintomáticas com psoríase não precisam realizar o MASEI de maneira indiscriminada.
MASEI e artrite psoriásica
A entesite é um dos domínios clínicos da artrite psoriásica.
Entretanto, alterações ultrassonográficas nas enteses também podem aparecer em pessoas com psoríase sem artrite e em indivíduos sem doença inflamatória.
Em um estudo que comparou pacientes com artrite psoriásica, psoríase isolada e controles saudáveis, os escores MASEI foram, em média, maiores entre os pacientes com artrite psoriásica.
A sensibilidade, entretanto, foi limitada no ponto de corte utilizado. A capacidade de diferenciação também diminuiu entre participantes com índice de massa corporal acima de 30 kg/m².
Esses dados reforçam por que a pontuação não deve ser interpretada fora do contexto clínico.
Em pacientes com psoríase, sintomas como dor ou inchaço articular, rigidez, dactilite e dor em inserções devem motivar avaliação médica.
O dermatologista e o reumatologista podem definir se o ultrassom para artrite psoriásica acrescentará informações relevantes à investigação.
MASEI e espondiloartrite
A entesite integra o espectro das espondiloartrites, mas o ultrassom avalia principalmente as enteses periféricas acessíveis.
O exame não substitui a ressonância magnética na pesquisa de sacroiliíte ou inflamação axial.
Na espondiloartrite axial, predominam os sintomas relacionados à coluna e às articulações sacroilíacas, embora também possam existir manifestações periféricas.
Na forma periférica, entesite, artrite e dactilite podem assumir um papel mais relevante.
Radiografia, ultrassom e ressonância magnética são escolhidos conforme a estrutura que precisa ser investigada, o tempo de evolução da doença e a pergunta clínica.
O escore MASEI fecha o diagnóstico?
Não. O MASEI não deve ser utilizado isoladamente para confirmar ou excluir espondiloartrite ou artrite psoriásica.
O resultado precisa ser interpretado em conjunto com:
sintomas;
exame físico;
idade;
sexo;
índice de massa corporal;
atividade física;
histórico de trauma;
doenças metabólicas;
presença de psoríase;
exames laboratoriais;
outros exames de imagem.
Uma pontuação elevada não estabelece automaticamente uma doença específica.
Um resultado baixo ou normal também não afasta todo o espectro das espondiloartrites, especialmente quando a manifestação é predominantemente axial ou quando existem limitações técnicas.
Alteração inflamatória ou sobrecarga mecânica?
A distinção entre inflamação e sobrecarga depende do padrão e da distribuição dos achados, e não de uma imagem isolada.
Diversos fatores podem modificar as enteses:
idade;
atividade esportiva;
obesidade;
trabalho físico;
sobrecarga repetitiva;
trauma;
alterações degenerativas;
doenças metabólicas.
Um estudo realizado com voluntários saudáveis mostrou que idade, sexo, índice de massa corporal e atividade física influenciam os achados ultrassonográficos das enteses.
Outra investigação encontrou achados considerados potencialmente ativos em parte dos indivíduos sem doença inflamatória, demonstrando que a entese de uma pessoa saudável também pode apresentar variações ao ultrassom.
Erosões bem caracterizadas e Doppler localizado na topografia correta podem aumentar a suspeita de inflamação, mas continuam exigindo correlação clínica.
Achados isolados de entesófitos e calcificações, principalmente em áreas submetidas a carga, podem refletir predominantemente fatores mecânicos ou degenerativos.
Como o ultrassom MASEI é realizado?
O exame é realizado com transdutor de alta frequência, gel e diferentes posicionamentos para visualizar cada entese.
As estruturas são examinadas em planos longitudinais e transversais.
O ultrassom MASEI:
não utiliza radiação ionizante;
geralmente não exige contraste;
é realizado bilateralmente;
utiliza imagens em escala de cinza;
inclui avaliação com Doppler;
permite comparar os dois lados;
é geralmente não invasivo.
O examinador registra as imagens, realiza medidas quando pertinentes e ativa o Doppler com parâmetros direcionados à identificação de fluxo lento.
O exame costuma ser bem tolerado. Pode ocorrer leve desconforto quando o transdutor é apoiado sobre uma região já dolorosa.
Durante a pesquisa com Doppler, a pressão aplicada deve ser mínima para evitar a compressão dos pequenos vasos.
Existe algum preparo para o ultrassom MASEI?
Em geral, o ultrassom MASEI não exige jejum nem suspensão de medicamentos.
O paciente não deve interromper tratamentos sem orientação do médico assistente.
No dia do exame, recomenda-se levar:
pedido médico;
exames de imagem anteriores;
relatórios do reumatologista;
resultados laboratoriais relevantes;
lista dos medicamentos em uso.
Também é importante informar:
diagnóstico de psoríase;
doenças reumatológicas conhecidas;
atividade esportiva;
cirurgias anteriores;
histórico de trauma;
localização e duração dos sintomas.
Prefira roupas que facilitem o acesso aos cotovelos, joelhos, tornozelos e pés.
Quanto tempo dura o ultrassom MASEI?
Não existe uma duração única validada para todos os pacientes e serviços.
O tempo varia conforme:
anatomia do paciente;
mobilidade;
quantidade de documentação necessária;
presença de sintomas;
achados encontrados;
necessidade de avaliação complementar além do escore tradicional.
Ao agendar, a Insonify pode informar a janela reservada para o protocolo realizado na clínica.
Como é apresentado o resultado?
O laudo descreve os achados encontrados em cada entese e pode informar a pontuação do MASEI quando aplicável.
O documento pode incluir:
comparação bilateral;
medidas das enteses;
estrutura e ecogenicidade;
calcificações;
entesófitos;
erosões ósseas;
bursite associada;
presença ou ausência de vascularização ao Doppler;
pontuação do índice;
conclusão integrada.
A conclusão deve reunir os componentes do exame sem transformar a imagem em um diagnóstico reumatológico definitivo.
O resultado deve ser levado ao médico solicitante, que determinará sua importância dentro do conjunto da investigação.
Quais são as limitações do MASEI?
As principais limitações do MASEI são a falta de especificidade de vários achados e a dependência técnica do exame.
Entre as limitações estão:
idade, peso corporal e atividade física podem aumentar a quantidade de alterações;
doenças metabólicas, degenerativas e mecânicas podem simular ou coexistir com inflamação;
as configurações do Doppler interferem na detecção do fluxo;
a pressão do transdutor pode reduzir o sinal vascular;
a qualidade do equipamento influencia a aquisição;
a experiência do examinador interfere na classificação;
não existe um valor isolado universal aplicável a todas as populações;
alterações podem aparecer em pessoas sem doença inflamatória;
um exame normal não exclui espondiloartrite ou artrite psoriásica;
o método é direcionado às enteses periféricas e não avalia adequadamente estruturas axiais profundas.
Por que a experiência do examinador é importante?
A realização do MASEI exige conhecimento anatômico, padronização e domínio do Doppler de baixa velocidade.
Pequenas diferenças de posição, angulação e pressão podem modificar a aparência da entese ou o sinal vascular.
O examinador precisa reconhecer:
anisotropia;
irregularidades corticais;
vasos fisiológicos;
artefatos de movimento;
alterações mecânicas;
modificações degenerativas;
sinais potencialmente inflamatórios.
Também é necessário aplicar corretamente os componentes do índice e diferenciar sinais potencialmente ativos de dano estrutural acumulado.
Dr. Patrick Catricala e a realização do MASEI
O protocolo MASEI é realizado na Insonify pelo Dr. Patrick Felipe Catricala, CRM-SP 133.006 e RQE 46.844, especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
Sua atuação é concentrada em:
ultrassonografia musculoesquelética;
Doppler aplicado à reumatologia;
avaliação ultrassonográfica das enteses;
protocolo MASEI;
procedimentos guiados por ultrassom.
O Dr. Patrick também atua em atividades de ensino no setor musculoesquelético da Universidade Federal de São Paulo.
A página institucional do setor musculoesquelético da Unifesp o identifica como “Facilitador/Professor” da atividade “Imagem na Coluna”.
A experiência em anatomia musculoesquelética, ultrassonografia e ensino médico contribui para uma execução padronizada e uma interpretação criteriosa do exame.
Conheça também a página profissional do Dr. Patrick Catricala na Insonify.
Ultrassom MASEI em Moema, São Paulo
A Insonify realiza ultrassom MASEI em Moema, São Paulo, com avaliação bilateral das enteses e Doppler reumatológico.
A clínica está localizada na:
Insonify UltrassonografiaAvenida Jamaris, 616Moema — São Paulo/SPCEP 04078-001
Pacientes e médicos solicitantes que procuram MASEI em São Paulo, ultrassom das enteses em São Paulo, Doppler reumatológico em Moema ou ultrassonografia musculoesquelética em Moema podem entrar em contato com a clínica para confirmar disponibilidade, orientações e documentação necessária.
Perguntas frequentes sobre o ultrassom MASEI
O que significa MASEI?
MASEI significa Madrid Sonographic Enthesis Index, ou Índice Ultrassonográfico de Enteses de Madri.
O que são enteses?
Enteses são regiões onde tendões, ligamentos, cápsulas articulares ou fáscias se inserem no osso.
O que é entesite?
Entesite é a inflamação da entese. Pode causar dor e rigidez, mas nem toda dor nessa região apresenta origem inflamatória.
Para que serve o ultrassom MASEI?
O exame serve para documentar, de maneira padronizada, alterações estruturais e sinais potencialmente inflamatórios em enteses periféricas.
Quais enteses são avaliadas?
O protocolo avalia bilateralmente as inserções dos tendões do tríceps, quadríceps, patelar proximal e distal, Aquiles e fáscia plantar.
O MASEI diagnostica espondiloartrite?
Não. O MASEI é um exame complementar e não confirma nem exclui espondiloartrite isoladamente.
O exame ajuda na investigação de artrite psoriásica?
Pode ajudar quando existe indicação clínica, principalmente em pessoas com psoríase associada a sintomas musculoesqueléticos.
Qual é a função do Doppler?
O Doppler pesquisa vascularização de baixa velocidade na região da entese, que pode estar relacionada à atividade inflamatória.
A ausência de Doppler exclui inflamação?
Não. A ausência de Doppler não exclui entesite, pois a detecção depende da fase da doença, dos medicamentos, da técnica e do equipamento.
O exame avalia o tendão de Aquiles?
Sim. A inserção do tendão de Aquiles no calcâneo é examinada bilateralmente.
O MASEI avalia a fáscia plantar?
Sim. A origem da fáscia plantar junto ao calcâneo integra o protocolo tradicional.
O exame dói?
Geralmente não. Pode haver leve desconforto quando o transdutor toca uma região que já esteja dolorosa.
O exame utiliza radiação?
Não. O ultrassom utiliza ondas sonoras e não emprega radiação ionizante.
É necessário jejum?
Em geral, não. Também não se deve suspender medicamentos sem orientação médica.
O MASEI pode estar alterado em atletas?
Sim. Atividade física e carga mecânica podem influenciar a espessura, a estrutura e outros achados das enteses.
Sobrepeso pode influenciar o resultado?
Sim. O índice de massa corporal pode aumentar alterações relacionadas à carga mecânica e diminuir a capacidade de diferenciação em alguns contextos.
Um MASEI normal exclui doença reumatológica?
Não. Um resultado normal não exclui espondiloartrite, artrite psoriásica ou doença predominantemente axial.
Qual médico costuma solicitar o exame?
O reumatologista é o principal solicitante. Ortopedistas, fisiatras, médicos do esporte e dermatologistas também podem solicitá-lo conforme o caso.
Onde realizar o MASEI em São Paulo?
A Insonify realiza o protocolo MASEI em Moema, São Paulo, mediante agendamento.
Quem realiza o exame na Insonify?
O exame é realizado pelo Dr. Patrick Felipe Catricala, especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, CRM-SP 133.006 e RQE 46.844.
Conclusão
O MASEI é uma avaliação ultrassonográfica padronizada e complementar das enteses.
O protocolo permite documentar alterações estruturais e pesquisar sinais de atividade inflamatória pelo Doppler.
Entretanto, seus achados precisam ser correlacionados com sintomas, exame físico, antecedentes, exames laboratoriais e outros métodos de imagem.
O MASEI não deve ser utilizado isoladamente para confirmar ou excluir espondiloartrite, artrite psoriásica ou outra doença reumatológica.
Para informações sobre a realização do ultrassom com Doppler pelo protocolo MASEI, entre em contato



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